
SÃO FRANCISCO XAVIER
Padroeiro das Missões
Padroeiro das Missões
No dia 7 de Abril de 1506, nasce no Castelo-Solar da família Aguarês y Javier o oitavo filho, a que foi dado o nome de Francisco (nome completo: Francisco de Jasu y Xavier). Seu pai, nobre conceituado do Reino de Navarra, exercera o cargo de embaixador extraordinário junto do Reis Católicos, Fernando e Isabel.
Correspondendo às expectativas dos nobres pais, laureou-se na prestigiosa universidade parisiense. Durante alguns anos, teve a felicidade de conviver, participando até do mesmo quarto de pensão, com Pedro Favre, o qual como ele se tornará jesuíta e será beatificado e com outro estudante meio esquisito, já bastante velho para se sentar nos bancos escolares: Inácio de Loyola.
Inácio tinha descoberto aquela alma: "Um coração tão grande e uma alma tão nobre - disse-lhe - não se satisfazem com efémeras honras terrenas. A sua ambição deve ser a glória que dura para sempre". No dia da Assunção de 1534, na cripta da igreja de Montmartre, Francisco Xavier, Inácio de Loyola e outros cinco companheiros se consagraram a Deus fazendo voto de absoluta pobreza e decidiram ir à Terra Santa para de lá iniciarem a sua obra missionária, colocando-se para tudo sob a inteira disposição do papa. Ordenados presbíteros, em Veneza, e afastada a perspectiva da Terra Santa, tomaram o caminho de Roma, onde Francisco colaborou com Inácio na relação das Constituições da Companhia de Jesus. Aos trinta e cinco anos teve início a grande aventura para Francisco.
A convite do rei de Portugal, foi escolhido como missionário e legado pontifício para as colónias portuguesas nas Índias Orientais. Goa foi o centro da sua atividade missionária: em dez anos percorreu a Índia, Malaca, as Molucas e algumas ilhas ainda no estado selvagem: "Se não encontrar um barco, irei a nado" - dizia Francisco, e acrescentava: "Se naquelas ilhas existissem minas de ouro, os cristãos lá se precipitariam. Mas não existem senão almas para serem salvas." E decidiu ir.
Após quatro anos de atividade missionária nessas ilhas, embarcou para o Japão, onde no meio de imensas dificuldades, estabeleceu o primeiro núcleo de cristãos. Seu zelo não conhecia descanso: do Japão já olhava para a China. Retornou ao mar, tendo aportado a Singapura e dali se deslocou a 150 quilómetros de Cantão, o grande porto chinês. Na ilha de Sanchão, aguardando uma embarcação que o levasse à China, caiu gravemente enfermo. Morre, na madrugada de 3 de Dezembro de 1552, aos 46 anos de idade, numa humilde esteira de vimes abraçado ao crucifixo que o velho amigo Inácio, um dia, lhe tinha oferecido.
O corpo de S. Francisco Xavier está hoje na Basílica do Bom Jesus em Velha Goa. A sua urna é exposta de dez em dez anos publicamente na Sé Catedral. O dia de S. Francisco Xavier celebra-se a 3 de Dezembro de todos os anos.
Correspondendo às expectativas dos nobres pais, laureou-se na prestigiosa universidade parisiense. Durante alguns anos, teve a felicidade de conviver, participando até do mesmo quarto de pensão, com Pedro Favre, o qual como ele se tornará jesuíta e será beatificado e com outro estudante meio esquisito, já bastante velho para se sentar nos bancos escolares: Inácio de Loyola.
Inácio tinha descoberto aquela alma: "Um coração tão grande e uma alma tão nobre - disse-lhe - não se satisfazem com efémeras honras terrenas. A sua ambição deve ser a glória que dura para sempre". No dia da Assunção de 1534, na cripta da igreja de Montmartre, Francisco Xavier, Inácio de Loyola e outros cinco companheiros se consagraram a Deus fazendo voto de absoluta pobreza e decidiram ir à Terra Santa para de lá iniciarem a sua obra missionária, colocando-se para tudo sob a inteira disposição do papa. Ordenados presbíteros, em Veneza, e afastada a perspectiva da Terra Santa, tomaram o caminho de Roma, onde Francisco colaborou com Inácio na relação das Constituições da Companhia de Jesus. Aos trinta e cinco anos teve início a grande aventura para Francisco.
A convite do rei de Portugal, foi escolhido como missionário e legado pontifício para as colónias portuguesas nas Índias Orientais. Goa foi o centro da sua atividade missionária: em dez anos percorreu a Índia, Malaca, as Molucas e algumas ilhas ainda no estado selvagem: "Se não encontrar um barco, irei a nado" - dizia Francisco, e acrescentava: "Se naquelas ilhas existissem minas de ouro, os cristãos lá se precipitariam. Mas não existem senão almas para serem salvas." E decidiu ir.
Após quatro anos de atividade missionária nessas ilhas, embarcou para o Japão, onde no meio de imensas dificuldades, estabeleceu o primeiro núcleo de cristãos. Seu zelo não conhecia descanso: do Japão já olhava para a China. Retornou ao mar, tendo aportado a Singapura e dali se deslocou a 150 quilómetros de Cantão, o grande porto chinês. Na ilha de Sanchão, aguardando uma embarcação que o levasse à China, caiu gravemente enfermo. Morre, na madrugada de 3 de Dezembro de 1552, aos 46 anos de idade, numa humilde esteira de vimes abraçado ao crucifixo que o velho amigo Inácio, um dia, lhe tinha oferecido.
O corpo de S. Francisco Xavier está hoje na Basílica do Bom Jesus em Velha Goa. A sua urna é exposta de dez em dez anos publicamente na Sé Catedral. O dia de S. Francisco Xavier celebra-se a 3 de Dezembro de todos os anos.


















