quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

São Francisco Xavier


SÃO FRANCISCO XAVIER
Padroeiro das Missões

No dia 7 de Abril de 1506, nasce no Castelo-Solar da família Aguarês y Javier o oitavo filho, a que foi dado o nome de Francisco (nome completo: Francisco de Jasu y Xavier). Seu pai, nobre conceituado do Reino de Navarra, exercera o cargo de embaixador extraordinário junto do Reis Católicos, Fernando e Isabel.

Correspondendo às expectativas dos nobres pais, laureou-se na prestigiosa universidade parisiense. Durante alguns anos, teve a felicidade de conviver, participando até do mesmo quarto de pensão, com Pedro Favre, o qual como ele se tornará jesuíta e será beatificado e com outro estudante meio esquisito, já bastante velho para se sentar nos bancos escolares: Inácio de Loyola.

Inácio tinha descoberto aquela alma: "Um coração tão grande e uma alma tão nobre - disse-lhe - não se satisfazem com efémeras honras terrenas. A sua ambição deve ser a glória que dura para sempre". No dia da Assunção de 1534, na cripta da igreja de Montmartre, Francisco Xavier, Inácio de Loyola e outros cinco companheiros se consagraram a Deus fazendo voto de absoluta pobreza e decidiram ir à Terra Santa para de lá iniciarem a sua obra missionária, colocando-se para tudo sob a inteira disposição do papa. Ordenados presbíteros, em Veneza, e afastada a perspectiva da Terra Santa, tomaram o caminho de Roma, onde Francisco colaborou com Inácio na relação das Constituições da Companhia de Jesus. Aos trinta e cinco anos teve início a grande aventura para Francisco.

A convite do rei de Portugal, foi escolhido como missionário e legado pontifício para as colónias portuguesas nas Índias Orientais. Goa foi o centro da sua atividade missionária: em dez anos percorreu a Índia, Malaca, as Molucas e algumas ilhas ainda no estado selvagem: "Se não encontrar um barco, irei a nado" - dizia Francisco, e acrescentava: "Se naquelas ilhas existissem minas de ouro, os cristãos lá se precipitariam. Mas não existem senão almas para serem salvas." E decidiu ir.

Após quatro anos de atividade missionária nessas ilhas, embarcou para o Japão, onde no meio de imensas dificuldades, estabeleceu o primeiro núcleo de cristãos. Seu zelo não conhecia descanso: do Japão já olhava para a China. Retornou ao mar, tendo aportado a Singapura e dali se deslocou a 150 quilómetros de Cantão, o grande porto chinês. Na ilha de Sanchão, aguardando uma embarcação que o levasse à China, caiu gravemente enfermo. Morre, na madrugada de 3 de Dezembro de 1552, aos 46 anos de idade, numa humilde esteira de vimes abraçado ao crucifixo que o velho amigo Inácio, um dia, lhe tinha oferecido.

O corpo de S. Francisco Xavier está hoje na Basílica do Bom Jesus em Velha Goa. A sua urna é exposta de dez em dez anos publicamente na Sé Catedral. O dia de S. Francisco Xavier celebra-se a 3 de Dezembro de todos os anos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Semana Missionária. Tudo é graça!





A celebração de encerramento da Semana Missionária, dia de louvor e compromisso, foi uma manifestação de fé do povo de Deus. Nas palavras de uma missionária ainda no sábado à noite, podemos resumir muito bem os sentimentos de todos: "Vai ser amanhã, mas já estou com saudade".
E realmente deixou saudade. Mas também plantou muito ardor nos corações. A graça de Deus encontrou mentes e corações com sede e, como terra sedente, penetrou e está fazendo surgir os primeiros brotos da Semana Missionária. Mas sabemos que virá muito mais. Tudo é graça!

Crianças na Semana Missionária 01







Ainda está viva em nossa memória a Semana Missionária. Estamos no momento de avaliação. Em janeiro vamos realizar o 4º Retiro Paroquial das SMP, que será mais momento de um processo de planejamento da ação evangelizadora da paróquia. O retiro será uma grande revisão pessoal e paroquial não só da Semana Missionária, mas também de todo o processo das SMP e de todas as atividades das pastorais e dos movimentos da paróquia. Estamos no Advento, e todos os setores se preparam para realizar a Novena de Natal nas famílias.

Enquanto isso, vamos lembrar, neste mês do nascimento do Menino Deus, alguns momentos da Semana Missionária pelas fotos de meninas e meninos, as crianças amadas de Jesus.

Para refletir:

"Todo menino quer ser homem.
Todo homem quer ser rei.
Todo rei quer ser deus.
Só Deus quis ser menino."

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quem governa os homens com justiça

E estas são as últimas palavras de Davi: “Oráculo de Davi, o filho de Jessé, oráculo do homem que foi exaltado, o ungido do Deus de Jacó, o suave cantor de Israel. O Espírito do Senhor falou por meio de mim, sobre minha língua estava sua palavra. O Deus de Israel falou, disse-me a Rocha de Israel: ‘Quem governa os homens com justiça, quem governa no temor de Deus é como a luz da aurora, quando nasce o sol, numa manhã sem nuvens; quando seu brilho após a chuva faz na terra a erva nascer’.

(2 Samuel 23,1-4)

Catequese de São Cirilo sobre a comunhão

Iniciamos com este texto de São Cirilo de Jerusalém uma série sobre formação cristã, trazendo pequenos trechos de autores cristãos e do magistério da Igreja. Começamos com estas palavras da quinta catequese mistagógica sobre a comunhão.

CATEQUESES MISTAGÓGICAS
SÃO CIRILO DE JERUSALÉM

Quinta catequese (5,21-23)
21 Ao te aproximares [da comunhão], não vás com as palmas das mãos estendidas, nem com os dedos separados; mas faze com a mão esquerda um trono para a direita como quem deve receber um Rei e no côncavo da mão espalmada recebe o corpo de Cristo, dizendo: «Amém». Com segurança, então, santificando teus olhos pelo contato do corpo sagrado, toma-o e cuida de nada se perder. Pois se algo perderes é como se tivesses perdido um dos próprios membros. Dize-me, se alguém te oferecesse lâminas de ouro, não as guardarias com toda segurança, cuidando que nada delas se perdesse e fosses prejudicado? Não cuidarás, pois, com muito mais segurança de um objeto mais precioso que ouro e pedras preciosas, para dele não perderes uma migalha sequer?
22 Depois de teres comungado o corpo de Cristo, aproxima-te também do cálice do seu sangue. Não estendas as mãos, mas inclinando-te, e num gesto de adoração e respeito, dize «amém». Santifica-te também tomando o sangue de Cristo. E enquanto teus lábios ainda estão úmidos, roça-os de leve com tuas mãos e santifica teus olhos, tua fronte e teus outros sentidos. Depois, ao esperares as orações [finais], rende graças a Deus que te julgou digno de tamanhos mistérios.
23 Conservai inviolavelmente essas tradições e vós mesmos guardai-vos sem ofensa. Não vos separeis da comunhão nem pela mancha do pecado vos priveis desses santos e espirituais mistérios.
«O Deus da paz santifique-vos completamente. Conserve-se inteiro o vosso espírito, e a vossa alma e o vosso corpo sem mancha, para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo», a quem a glória pelos séculos dos séculos. Amém."

Para ver o texto completo das Catequeses Mistagógicas de São Cirilo de Jerusalém, clique aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Celebrações durante o Cerco de Jericó

Roteiro do Cerco de Jericó

O cerco de Jericó será realizado de 21 a 28 de novembro na capela de N. Sra. da Conceição (onde dia 29 começa o novenário) e nas comunidades de Chã dos Leões e Ouro Branco. Na cidade de Boca da Mata será de 22 a 29 de novembro.

PERIPERI
Dia 21 de novembro
Início do Cerco de Jericó na Capela Nossa Senhora da Conceição
19h - Celebração eucarística e procissão até o local da tenda eucarística.

Dias 21 a 25, em tendas eucarísticas no Distrito de Periperi.
Dia 26 - Ouro Branco.
Dia 27 - Chã dos Leões.
OBS. Haverá missa nos dias 21 a 25, às 05h, no local onde estiver a tenda eucarística.

Dia 28 - Capela N. Sra da Conceição (Encerramento)
19h - Celebração Eucarística

CIDADE DE BOCA DA MATA


Dia 22 de novembro
CRISTO REI
Dia do Leigo
Encerramento do Ano Catequético

07h. - Missa na matriz.
19h - Missa e procissão com o SS. Sacramento até o setor Santa Rita.

Dia 23 (Segunda-feira): 22h. - Missa e procissão até o setor Santuário.
Dia 24 (Terça-feira): 22h. - Missa e procissão até o setor N. Sra. de Fátima (Vila Nova).
Dia 25 (Quarta-feira): 22h. - Missa e procissão até o setor N. Sra. das Dores
Dia 26 (Quinta-feira): 22h. - Missa e procissão até o setor Varela.
Dia 27 (Sexta-feira): 22h. - Missa e procissão até o setor Cruzeiro.
Dia 28 (Sábado): 22h. - Missa e procissão até o setor Padre Cícero.

Dia 29 - Primeiro Domingo do Advento

07h. - Missa na matriz.
19h - Procissão com o SS. Sacramento até a matriz de Santa Rita.
19:30 - Celebração da Eucaristia.

APROFUNDAR PARA A MISSÃO CONTINUAR


Santas Missões Populares
Primeira Etapa: ACORDAR
Primeiro vivemos a etapa do ACORDAR, aqueles meses preparatórios da SEMANA MISSIONÁRIA. Foi a etapa que tirou da sonolência pessoas, comunidades e, de algum modo, a cidade. Muitos vivenciaram esta primeira etapa das Santas Missões Populares através do estudo do Evangelho do ano litúrgico e das reuniões, celebrações e as variadas atividades no setor missionário. Alguns só acordaram durante a Semana Missionária!

Segunda Etapa: SABOREAR (Semana Missionária)
Depois veio a alegria do sabor que invadiu e, qual vinho novo, entrou e atingiu corações e mentes durante uma semana. De 27/09 a 04/10 de 2009, realizamos a Semana Missionária na Paróquia Santa Rita de Cássia. Trouxe uma alegria que "não é sentimento artificialmente provocado nem estado de ânimo passageiro" (Documento de Aparecida, 17).
Deixou saudade, sim! Mas se deixou apenas saudade não foi uma semama missionária! Deixou mais que saudade: ficou na memória! E deixou o espírito missionário. E é aqui que reside o principal das Santas Missões Populares, quando nos referimos ao passado. Não é algo que ficou lá atrás, mas um acontecimento que marcou e mudou vidas.

Terceira Etapa: APROFUNDAR (A Missão continua!)
"Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria;
segui-lo é uma graça,
e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa
que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher"

(Documento de Aparecida, 18).

"Depois do acordar e do saborear, vem o tempo do avaliar, do aprofundar, do articular a caminhada. A finalidade desta etapa é captar luzes, apelos, forças novas que apareceram ao longo das duas primeiras etapas, para a missão continuar sempre: 'Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo' (Mt 10,22). Nesta etapa razão e coração deverão trabalhar juntos" (Pe. Luís Mosconi, Santas Missões Populares, Paulinas, São Paulo, 19ª ed., 2008, pp. 87s).

Esta etapa é muito importante para que a missão continue. Dentro das propostas e sugestões para esta terceira etapa das SMP, elaboramos um cronograma com os seguintes passos:
1. Até o final do mês de outubro, meditação e avaliação pessoal da experiência vivida na Semana Missionária. Esta meditação e avaliação no âmbito pessoal seja partilhada em conversas com amigos, a família e irmãos e irmãs do setor missionário, dos grupos eclesiais e da paróquia.
2. Durante o meses de novembro e dezembro de 2009, avaliaçao em âmbito comunitário. Cada setor irá realizar encontros e celebrações nas comunidades para "avaliar e partilhar sentimentos, luzes, emoções, chamados" (Pe. Mosconi, p. 89), preparando sugestões para o encontro do setor.
3. Nos mês de janeiro de 2010, encontro do setor reunindo as comunidades para partilha das avaliaçãoes e sugestões. Tudo será encaminhado para o 4º retiro paroquial. Neste mês, início do novo ano, cada setor fará "uma celebração com caminhada até o cruzeiro" para renovar os compromissos assumidos na SM.
4. Realização do 4º retiro missionário, nos dias 30 e 31 de janeiro, para partilha das avaliações e sugestões dos setores e para esboçar os passos das comunidades e da paróquia na etapa do APROFUNDAR.

É bom lembrar que nesta caminhada queremos e devemos estar em sintonia com as orientações da Conferência de Aparecida e das Diretrizes Geral da Ação Evangelizadora da CNBB e os encaminhamentos que virão da assembléia diocesana (17 a 19 de novembro de 2009).

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um pilão, uma peneira e a Palavra de Deus na SM



Imagem: tenda do setor Lagoa do Periperi.

Durante a Semana Missionária cada dia eu visitava todos os setores, alguns mais de uma vez dependendo da necessidade. Numa dessas visitas, acompanhado pelo Pe. Ronaldo, chegamos à tenda missionária do setor Lagoa do Periperi. Lá estava o que vem retratado na imagem acima: um pilão, uma peneira e a Palavra de Deus.
Claro que não foi a primeira vez que vi uma ornamentação igual. Mas foi significativo encontrar ali naquele local. Em outras tendas encontrei coisas simples e belas, das quais poderei comentar aqui. Agora lembro aquela imagem.

Um pilão
Usado pelas donas de casa para preparar alimentos variados: fubá de milho, arroz, café, amendoim... muitos são os grãos que ali colocados se transforma em farinha ou pó que servirão no preparo de refeições. Quantas casas tinham um pilão! Hoje quase a totalidade serve de decoração, quando não foram esquecidos ou jogados fora como um utensilio obsoleto na modernidade.
Recordo minha infância, quando na casa de meus avós tomava um gostoso café torrado em cada e feito pó num pilão. E o arroz comprado com casca e pacientemente descascado também no mesmo pilão. E tantas autras comidas gostosas, não só pelo sabor, mas principalmente pelo jeito do preparo.

Uma peneira
Todos sabemos a utilidade da peneira.
Seja para separar grãos maiores de menores, seja para separar cascas de grãos...
E lembramos as mãos que sacodem a peneira, lábios que sopram, braços que embalam...

A Palavra de Deus
Lembro aqui a primeira imagem que me veio: a missão do profeta Ezequiel, como podemos ler na Escritura:
"Quanto a ti, filho do homem, ouve o que eu te falo. Não sejas rebelde como este bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te dou”. Eu olhei e vi uma mão estendida para mim, e nela um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim. Estava escrito na frente e no verso e continha lamentações, gemidos e ais. Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar à casa de Israel”. Eu abri a boca e ele me fez comer o rolo, dizendo: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. Ele me disse: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com minhas palavras" (Ezequiel 2,8-3,5).

Um pilão, uma peneira e a Palavra de Deus
Lá estava, naquela tenda, uma mensagem que todos podiam compreender. Todos os que foram à tenda naqueles dias ( ao menos grande maioria) , com certeza relacionaram pilão, peneira e Palavra de Deus. E compreenderam, vendo aquele simbolismo, que a Palavra de Deus é alimento cotidiano e que é preciso alimentar-se dela para sustentar a fé. E também poderão ter lembrado que é preciso a participação e o esforço pessoal: ler, estudar e meditar a Palavra de Deus. É preciso gastar tempo e saber que o tempo dedicado não é desperdício, mas uma necessidade e um "investimento" de grande valor.

Os Mandamentos da Comunidade



Ninguém é melhor do que ninguém,
Todo mundo está caminhando!
Ninguém é o mestre de ninguém,
Todo mundo está aprendendo!
Ninguém é senhor de ninguém!
Todo mundo está pra dar, pra servir e amar na liberdade!
O jeito melhor de caminhar é de mãos dadas!
O jeito melhor de aprender é saber ouvir!
O jeito melhor de amar é servir na liberdade!

Texto e melodia do Pe. Geraldo Leite Bastos - primeiro pároco da Ponte dos Carvalhos (+ 19/04/1987).

Comunidades que brotam

Uma experiência que brota
Na Semana Missionária vivemos uma experiência que foi fruto do trabalho e da dedicação de todos, seja nos setores missionários, seja em movientos e pastorais, no período chamado ACORDAR. Reuniões, visitas, celebrações, estudo do Evangelho... tudo foi criando as condições necessárias para que uma rica experiência fosse vivida.
Entre várias conquistas da Semana Missionária, quero destacar uma: ser comunidade. Nossos setores missionários estão passando por uma importante transformação, que talvez alguns ainda não perceberam, mas que muitos já assimilaram. O rezar juntos, discutir os problemas, buscar soluções, caminhar, encontrar-se e desejar novamente um novo encontro, sentir-se importante e valorizado na Igreja, sentir e saber que pode fazer algo pelo outro e pela viznhança, tudo isso são coisas simples que marcam e transformam.
Os que participam de movimentos, pastorais e grupos continuam e continuarão participando. Permanecem engajados nas atividades específicas e alimentam-se daquela espiritualidade que atinge seu coração, mas não se sentirão bem se estiverem fechados à comunidade. Os que não participam, descobrem que há outros modos de ser Igreja. Algo novo aconteceu! Sentem que são Igreja e pertencem a uma comunidade (ainda chamada por nós nessa etapa de setor), onde vive e convive, onde encontra vizinhos e parentes, onde há irmãos e irmãs indiferentes ou fraternos, necessitados ou abastados, crentes e ateus.

Viver a fé na comunidade
Neste tempo em que a religião algumas vezes é tratada como um "supermercado" onde o cliente chega e escolhe os produtos que deseja e gosta, a ação evangelizadora da Igreja dirige-se às pessoas, às comunidades e à sociedade. Nestes três âmbitos dave fazer morada a mensagem da Boa Nova. Às vezes conseguimos atingir as pessoas e, parece que conseguimos evangelizar. É verdade. Mas descobrimos que as pessoas enfrentam grandes dificuldades na vivência da fé sem uma comunidade, afinal ninguém é cristão sozinho. Mas também a vivência da fé não é fácil em comunidade. Os desafios são muitos. Mas igualmente as alegrias e realizações. Lembro aqui o que escreve Jean Vanier, no seu livro Comunidade, lugar do perdão e da festa (Paulinas, São Paulo, 2006, 6ª edição):
Uma comunidade só é tal quando a maioria dos seus membros estiver fazendo a pasagem de "a comunidade para mim" ao "eu para a comunidade", quer dizer, quando o coração de cada membro estiver se abrindo para os demais, sem excluir ninguém.
E é justamente isto que acontece quando o fiel deixa de ser um católico vai à missa, vai à igreja quando precisa de um sacramento e qualquer outra coisa, para tornar-se um fiel que pensa e vive o ser Igreja. Ele não vai à Igreja; ele é Igreja. Vai ao templo, à reunião, ao momento de estudo ou celebração, etc., mas não somente porque precisa, mas porque sabe que poder oferecer. Sabe que ele é importante, que a Igreja é a comunhão dos fiéis, é comunidade, é família de Deus. Diz ainda Vanier:
"É a passagem do egoísmo para o amor, da morte para a ressurreição: é a páscoa, a passagem do Senhor, e também a passagem de uma terra de escravidão para a terra prometida: a da libertação interior.
A comunidade não é co-habitação, isto é, um quartel ou um hotel. Ela não é uma equipe de trabalho e, muito menos, um ninho de víboras. É o lugar noqual cada membro, ou melhor, o lugar em que a maioria (temos de ser realistas!) está saindo das trevas do egocentrismo para a luz do amor verdadeiro. Este não é sentimentalismo nem emoção passageira. É o reconhecimento de uma aliança, de uma pertença mútua; é escutar e se sentir tocado pelo outro, em profunda comunhão com ele; é ver a beleza dessa aliança e revelá-la ao outro; é compartilhar, sofrer com ele, chorar quando ele chora, alegrar-se quando ele se alegra".

É algo assim que vemos surgir, ainda como um broto, em nossa paróquia. E, como todo broto, é preciso cuidar. É preciso regar e dar as condições para crescer. E Deus fará tudo aquilo que não pudermos fazer. É Deus quem faz crescer.
Na Igreja sempre devemos somar e multiplicar, nunca subtrair nem dividir (no sentido de tirar e tomar do outro, querer só para si, esfacelar e destruir) .

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cerco de Jericó nas Santas Missões Populares



O cerco de Jericó
Todos sabemos que a experiência do Cerco de Jericó é comum em muitas paróquias. E sabemos que em alguns lugares, às vezes, é perceptível um "cheirinho" de teologia da prosperidade e um acento forte numa leitura fundamentalista da Bíblia.
Também sabemos da riqueza e das graças de uma comunidade e cada membro dela pode receber quando dedica uma semana de oração ininterrupta para adorar, suplicar, glorificar e prostrar-se diante do SS. Sacramento.
A nossa paróquia vai celebrar o Cerco de Jericó, buscando ser fiel à leitura da Bíblia segundo os ensinamentos da Igreja (especialmente a interpretação do texto de Josué 6) e viver um sadio equilíbrio entre a experiência da Infinita Misericórdia e a liberdade e a responsabilidade humana (dadas ao homem pelo próprio Deus - Infinita Misericórdia).
Entendemos que não podemos realizar qualquer tarefa sem levar as conta as orientações dao magistério da Igreja. Especialmente na experiencia do Cerco de Jericó, não podemos (em nome do que é "específico" do cerco) ignorar as orientações e normas litúrgicas, as publicações sobre interpretação e leitura da Bíblia, os diretórios publicados pela Santa Sé (por exemplo, o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, da Congregação para o Culto Divino) , os Documentos do CELAM e os Documentos e as Diretrizes Gerais da CNBB.
O cerco de Jericó não pode ser uma experiência à parte, desligada do conjunto da ação evangelizadora da paróquia, como se nada existisse a não ser os interesses, as necessidades e a "espiritualidade" pessoal de indivíduos. Igualmente não pode ser uma ocasião para o envaidecimento de alguns ou a exploração da fraqueza e da fragilidade das pessoas.

Missão e oração
A chave que vai nos ajudar nesta experiência de oração é a missão. A consciência de que o Senhor nos confiou a continuidade da missão de Jesus, que o Espírito Santo age em nós e por nós, que somos a Igreja de Deus - corpo místico de Cristo, e que devemos orar em espírito e verdade nos impulsiona a assumir a missão e integrar todas as atividades numa ação conjunta e eclesial.
Sabendo que todos buscamos um sentido para a vida e que desejamos a felicidade, vamos ao encontro de Jesus que nos apresenta as "Bem-aventuranças" do Reino de Deus e nos dá a alegria plena, pois veio "para que todos tenham vida e a tenham em abundância".
A ação evangelizadora da Igreja, nos faz discípulos missionários de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, para que nEle todos tenham vida.
A Semana Missionária que realizamos de 27 de setembro a 04 de outubro foi uma semana onde "saboreamos" o gosto da missão. Na quarta-feira, dia da oração e da meditação pessoal dentro da semana missionária, vimos como as famílias acolheram com respeito, alegria e piedade a presença do SS. Sacramento. Vimos como em cada uma das dez tendas missionárias estava sempre presente um grupo de pessoas diante do Senhor (em cada um dos dez setores existia uma "tenda missionária", onde durante o dia estava exposto o SS. Sacramento). Diante do Santíssimo Sacramento rezavam crianças, jovens, adultos e idosos, às vezes em silêncio, às vezes em alta voz, outras vezes rezando o Ofício Divino ou meditando os mistérios do Rosário.

Como vamos realizar o Cerco de Jericó nas SMP?
Na paróquia temos atualmente dez setores missionários. Como foi feito na Semana Missionária, também no Cerco de Jericó cada setor fará sua tenda de adoração. E o cerco será realizado cada dia da semana em um setor.

Na cidade (sete setores missionários):

O SS. Sacramento permanecerá exposto 24 horas em cada setor. O setor missionário irá organizar entre os moradores do setor (por rua, por grupos eclesiais existentes no setor) a escala de adoração. A adoração em cada setor começa após a chegada o SS. Sacramento e termina antes de missa, às 19:30 do dia seguinte.
No domingo, após a celebração eucarística dominical das 19:30, sairemos em procissão com SS. Sacramento para um setor missionário.
Lá no setor, na tenda de adoração, ficará exposto o SS. Sacramento sob a responsabilidade do setor missionário. No dia seguinte, haverá celebração da eucaristia à noite. Após a missa, faremos a procissão com o SS. Sacramento, percorrendo as ruas do setor, até a tenda de adoração do setor seguinte. No último dia, faremos a procissão voltando para a matriz, onde celebraremos o encerramento do cerco.

No distrito de Periperi (dois setores):
O Cerso de Jericó será celebrado ao mesmo tempo também lá, do mesmo modo, com as tendas de adoração distribuídas por ruas.

Obs. O setor Santíssima Trindade (área rural) não participa pelas dificuldades de deslocamento.

Os subsídios
A paróquia irá providenciar um subsídio próprio (orações, cantos, ladainhas, etc. ) para o Cerco de Jericó dentro das SMP. Este subsídio será entregue a todos os setores depois da aprovação do bispo diocesano.

Pe. Nivaldo Barbosa Soares
Pároco

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões 2009

Neste domingo dedicado às missões, me dirijo, sobretudo a vós, irmãos no ministério episcopal e sacerdotal, e também aos irmãos e irmãs do Povo de Deus, a fim de vos exortar a reavivar em si a consciência do mandato missionário de Cristo para que “todos os povos se tornem seus discípulos” (Mt 28,19), seguindo as pegadas de São Paulo, o apóstolo dos gentios.

“As nações caminharão à sua luz” (Ap 21, 24). O objetivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois Nele encontramos a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.

É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veemência o que muitas vezes foi dito pelos meus predecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Pedimos somente nos colocar a serviço da humanidade, sobretudo daquela sofredora e marginalizada, porque acreditamos que “o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo… é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade” (Evangelii nuntiandi, 1), que “apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência”(Redemptoris missio, 2).

1. Todos os povos são chamados à salvação.

Na verdade, a humanidade inteira tem a vocação radical de voltar à sua origem, que é Deus, somente no Qual ela encontrará a sua plenitude por meio da restauração de todas as coisas em Cristo. A dispersão, a multiplicidade, o conflito, a inimizade serão repacificadas e reconciliadas através do sangue da Cruz e reconduzidas à unidade.

O novo início já começou com a ressurreição e a exaltação de Cristo, que atrai a si todas as coisas, as renova, as tornam participantes da eterna glória de Deus. O futuro da nova criação brilha já em nosso mundo e acende, mesmo se em meio a contradições e sofrimentos, a nossa esperança por uma vida nova. A missão da Igreja é “contagiar” de esperança todos os povos. Por isto, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as nações se tornem Povo de Deus. É somente nesta missão que se compreende e se confirma o verdadeiro caminho histórico da humanidade. A missão universal deve se tornar uma constante fundamental na vida da Igreja. Anunciar o Evangelho deve ser para nós, como já dizia o apóstolo Paulo, um compromisso impreterível e primário.

2. Igreja peregrina

A Igreja Universal, sem confim e sem fronteiras, se sente responsável por anunciar o Evangelho a todos os povos (cfr. Evangelii nuntiandi, 53). Ela, germe de esperança por vocação, deve continuar o serviço de Cristo no mundo. A sua missão e o seu serviço não se limitam às necessidades materiais ou mesmo espirituais que se exaurem no âmbito da existência temporal, mas na salvação transcendente que se realiza no Reino de Deus. (cfr. Evangelii nuntiandi, 27).

Este Reino, mesmo sendo em sua essência escatológico e não deste mundo (cfr. Jo 18,36), está também neste mundo e em sua história é força de justiça, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo ser humano. A Igreja mira em transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, “que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir e… deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo” (Deus caritas est, 39). Esta é a missão e o serviço que, também com esta Mensagem, chamo a participar todos os membros e instituições da Igreja.

3. Missão ad gentes

A missão da Igreja é chamar todos os povos à salvação realizada por Deus em seu Filho encarnado. É necessário, portanto, renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, fraternidade, união e paz (cfr. Ad gentes, 8). Desejo “novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja”(Evangelii nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Está em questão a salvação eterna das pessoas, o fim e a plenitude da história humana e do universo. Animados e inspirados pelo Apóstolo dos Gentios, devemos estar conscientes de que Deus tem um povo numeroso em todas as cidades percorridas também pelos apóstolos de hoje (cfr. At 18, 10). De fato, “a promessa é em favor de todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar “(At 2,39).

Toda a Igreja deve se empenhar na missão ad gentes, enquanto a soberania salvífica de Cristo não está plenamente realizada: “Agora, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso” (Hb 2,8).

4. Chamados a evangelizar também por meio do martírio

Neste dia dedicado às missões, recordo na oração aqueles que fizeram de suas vidas uma exclusiva consagração ao trabalho de evangelização. Menciono em particular as Igrejas locais, os missionários e missionárias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discriminação social até a prisão, a tortura e a morte. Não são poucos aqueles que atualmente são levados à morte por causa de seu “Nome”. É ainda de grande atualidade o que escreveu o meu venerado predecessor papa João Paulo II: “A comemoração jubilar descerrou-nos um cenário surpreendente, mostrando o nosso tempo particularmente rico de testemunhas, que souberam, ora dum modo ora doutro, viver o Evangelho em situações de hostilidade e perseguição até darem muitas vezes a prova suprema do sangue” (Novo millennio ineunte, 41).

A participação na missão de Cristo, de fato, destaca também a vida dos anunciadores do Evangelho, aos quais é reservado o mesmo destino de seu Mestre. “Lembrai-vos do que eu disse: nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir a vós também” (Jo 15,20). A Igreja se coloca no mesmo caminho e passa por tudo aquilo que Cristo passou, porque não age baseando-se numa lógica humana ou com a força, mas seguindo o caminho da Cruz e se fazendo, em obediência filial ao Pai, testemunha e companheira de viagem desta humanidade.

Às Igrejas antigas como as de recente fundação, recordo que são colocadas pelo Senhor como sal da terra e luz do mundo, chamadas a irradiar Cristo, Luz do mundo, até os extremos confins da terra. A missão ad gentes deve ser a prioridade de seus planos pastorais.

Agradeço e encorajo as Pontifícias Obras Missionárias pelo indispensável trabalho a serviço da animação, formação missionária e ajuda econômica às jovens Igrejas. Por meio destas instituições pontifícias, se realiza de forma admirável a comunhão entre as Igrejas, com a troca de dons, na solicitude recíproca e na comum projetualidade missionária.

5. Conclusão – O impulso missionário sempre foi sinal de vitalidade de nossas Igrejas (cfr. Redemptoris missio, 2). É preciso, todavia, reafirmar que a evangelização é obra do Espírito, e que antes mesmo de ser ação, é testemunho e irradiação da luz de Cristo (cfr. Redemptoris missio, 26) através da Igreja local, que envia os seus missionários e missionárias para além de suas fronteiras. Rogo a todos os católicos para que peçam ao Espírito Santo que aumente na Igreja a paixão pela missão de proclamar o Reino de Deus e ajudar os missionários, as missionárias e as comunidades cristãs empenhadas nesta missão, muitas vezes em ambientes hostis de perseguição.

Ao mesmo tempo, convido todos a darem um sinal crível da comunhão entre as Igrejas, com uma ajuda econômica, especialmente neste período de crise que a humanidade está vivendo, a fim de colocar as jovens Igrejas em condições de iluminar as pessoas com o Evangelho da caridade.

Guie-nos em nossa ação missionária a Virgem Maria, Estrela da Evangelização, que deu ao mundo Cristo, luz das nações, para que leve a salvação “até aos extremos da terra” (At 13,47). A todos, a minha bênção.

Cidade do Vaticano, 29 de junho de 2009

BENEDICTUS PP. XVI

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Caminhadas pelas manhãs

Missão é caminho.
Caminho longo, que dura a vida inteira.
É um passo seguido por outro... e mais um passo....
E cada vez que o pé toca o chão o olhar se levanta.
Contempla horizontes, sonha sonhos e aloja projetos de vida.
O passo não está só; outro passo vai ao lado.
Não dois, nem três...
Uma fileira que marca o chão, alisa as pedras e desperta os adormecidos.
Porque é o caminhar de um povo, mesmo quando vai uma só pessoa.
Não vai só, nem solitário: é enviado e guarda no coração a voz e o olhar dos irmãos e irmãs.
Deles e delas traz o abraço fraterno e a bênçao do envio.
E com eles e com elas vive da fé, abraça a esperança e espalha o amor.
Dons recebidos, partilhados e celebrados.
Dons que nascem do alto, da graça e da misericórdia.

Caminhar tendo um rumo e um prumo.
Sentindo uma presença,
ardendo o coração.
Num meditar confiante e revelador,
apesar da escuridão que ainda segura e retarda o clarão do dia e a aurora da vida.
Caminhar confiante no Senhor.
Caminhar de braços com os irmãos.

Assim caminham os missionários.
Nas madrugadas,
nas visitas,
na missão e na vida.

E no caminhar encontram o rosto de Deus.
Descobrem o sentido do chamado,
na alegria e no sorriso da criança,
no olhar sereno e agradecido do enfermo,
no aperto de mão da dona de casa,
no relance do olhar de quem passa e se interroga,
nos encontros que cada passo encerra.

E no grito silencioso ou na confidência daquele que encontra em quem confiar,
se alegra o coração de quem faz de Jesus Cristo,
Caminho, Verdade e Vida,
a razão do caminhar.
Pois não caminha só, nem quer.
Caminha junto,
caminha sentindo e ouvindo os passos e o coração
de tantos outros que, mesmo fracos e pecadores,
são missionárias e missionários do Reino de Deus.

Assim caminham nas Santas Missões Populares
e na ação evangelizadora da Igreja,
no testemunho da comunhão de pastorais e movimentos,
religiosos, padres, leigos, bispos,
todos os que respondem e correspondem a vocação batismal.
Os que se deixam guiar pelo Espírito do Resuscitado,
e abrem as portas da sua vida para que o Senhor entre e alimente suas vidas
com sua vida, na Eucaristia.

Assim caminhamos,
e caminharemos quando ainda é madrugada,
quando a certeza do sol nascente que nos vem visitar
não é miragem.
É fé viva e operante no amor.

Pe. Nivaldo Barbosa Soares

Dia da oração e meditação pessoal no setor Santuário

Quarta-feira foi o dia da oração e meditação pessoal. Durante o dia, na tenda e nas famílias, muitas pessoas se recolheram no silêncio e na oração. Crianças, jovens, adultos e idosos. Sozinhos ou em grupo, mas sempre num clima de silêncio. Á noite todos se encontraram para celebrar, também num clima orante e silencioso, agradecendo a Deus a alegria da experiência vivida.




Padres e missionários na Semana Missionária

Durante a realização da Semana Missionária tivemos a presença de padres e missionários/as que ajudaram nas visitas, nas celebrações, nas confissões... Pe. Alex, Pe. Ronaldo, Pe. Osmar, Pe. Bené, Pe. Niraldo e Pe. Roadson. Também missionários nos setores Periperi e Lagoa do Periperi: Luciana (Paróquia N. Sra. da Penha - São Sebastião), Adeildo e Lula (Paróquia N. Sra. da Assunção - Pindorama). A todos o nosso agradecimento e nossas orações.




Padres participam da Semana Missionária




Caminhada Terça pela Manhã Setor Varela




Setor Cruzeiro Caminhada das Crianças





Tendas missionárias





Uma visão geral da Semana Missionária

Entendendo a Semana Missionária em Boca da Mata
A Semana Missionária na Paróquia Santa Rita de Cássia de Boca da Mata foi realizada com base na programação sugerida no manual das SMP do Pe. Luis Mosconi. Foram feitas algumas adaptações e, buscando ser fiel ao sentido das SMP e da SM, de acordo com a realidade de cada setor.

Algumas decisões anteriores
Na reunião da coordenação paroquial tomamos a decisão de não realizar a Semana Missionária em todos os setores, pois alguns ainda não se sentiam preparados e nem tinham completado a 1ª etapa (ACORDAR).
Então resolvemos que a Semana Missionária seria realizada nos sete setores Padre Cícero, Santa Rita, Santuário, Cruzeiro, Varela, N. Sra. das Dores e Vila Nova (área urbana - cidade), nos setores Periperi e Lagoa do Periperi (Distrito Periperi) e no setor Santíssima Trindade (área rural). Ao todo foram 10 setores, atingindo as áreas de mais concentração habitacional da paróquia.
Como já tínhamos criado os setores Santíssima Trindade (desmembrado do setor Padre Cícero) e Vila Nova (desmembrado do setor Cruzeiro), vimos ainda que era preciso fazer uma nova distribuição dos setores missionários: alguns estavam grandes, seja quanto ao número de missionários comprometidos, seja em relação à área. Os setores Santa Rita, Padre Cícero, Varela, N. Sra das Dores e Periperi não estavam sendo atingidos satisfatoriamente. Porém essa nova distribuição seria feita após a realização da Semana Missionária, que seria o foco da nossa atenção dali por diante.
Todos os dias tivemos a celebração da Eucaristia às 16h, tanto na cidade como no distrito de Periperi.

A programação de Semana Missionária
Dia 27 de setembro (Domingo de Envio) 07h - Celebração Paroquial: Missa e carreata percorrendo os setores missionários.
15h - Reunião nos setores
19:30 - Celebração nos setores.

Durante a Semana: 05h - Caminhadas e celebrações nos setores (exceto quarta-feira quando juntamos todos os setores).
Manhã - Oração pessoal, Visitas, Mutirões.
Meio-dia: em alguns setores celebração do Ofício.
Tarde: Oração pessoal, Visitas.
19:30 - Celebração em todos os setores.

04 de outubro (Domingo de Encerramento - louvor e compromisso) Manhã - Celebração nos setores - Avaliação - Almoço comunitário.
16h - Concentração dos setores - Caminhada
17h - Celebração da Eucaristia


As tendas missionárias
Em cada setor foi escolhido um local para o encontro da comunidade: um salão, uma garagem ou uma tenda armada num terreno.
A ornamentação foi foita pelos próprios missionários, com simplicidade e amor, valorizando as cores da missão, os símbolos litúrgicos e a devoção popular.
Em cada tenda estava diariamente o Santíssimo Sacramento, das 08h até a celebração da noite. Como os MECE da paróquia já estão distribuídos de acordo com os setores, eles assumiram o cuidado e a organização desses momentos de oração. Durante o dia pessoas se revezavam em oração pessoal, sempre com a presença de pessoas escaladas, mas também aquelas que espontaneamente iam fazer sua oração.
Também na tenda cada dia era colocada uma faixa com a mensagem e o sentido do dia.
À noite, dentro e/ou ao redor da tenda, aconteceram as celebrações, presididas pelos missionários.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Setor Santuário Erguendo o Cruzeiro

Encerramento SM Boca da Mata

Celebração de louvor e compromisso

Semana Missionária Boca da Mata









Outras imagens dos setores e do encerramento
TENDAS MISSIONÁRIAS
CAMINHADAS
ORAÇÃO
VISITAS
CELEBRAÇÃO
MUTIRÕES

SEMANA MISSIONÁRIA PRIMEIRAS IMAGENS



















Só para uma idéia inicial, deixamos aqui algumas imagens de alguns setores missionários durante a Semana Missionária e da celebração de louvor e compromisso (encerramento).