Na Semana Missionária vivemos uma experiência que foi fruto do trabalho e da dedicação de todos, seja nos setores missionários, seja em movientos e pastorais, no período chamado ACORDAR. Reuniões, visitas, celebrações, estudo do Evangelho... tudo foi criando as condições necessárias para que uma rica experiência fosse vivida.
Entre várias conquistas da Semana Missionária, quero destacar uma: ser comunidade. Nossos setores missionários estão passando por uma importante transformação, que talvez alguns ainda não perceberam, mas que muitos já assimilaram. O rezar juntos, discutir os problemas, buscar soluções, caminhar, encontrar-se e desejar novamente um novo encontro, sentir-se importante e valorizado na Igreja, sentir e saber que pode fazer algo pelo outro e pela viznhança, tudo isso são coisas simples que marcam e transformam.
Os que participam de movimentos, pastorais e grupos continuam e continuarão participando. Permanecem engajados nas atividades específicas e alimentam-se daquela espiritualidade que atinge seu coração, mas não se sentirão bem se estiverem fechados à comunidade. Os que não participam, descobrem que há outros modos de ser Igreja. Algo novo aconteceu! Sentem que são Igreja e pertencem a uma comunidade (ainda chamada por nós nessa etapa de setor), onde vive e convive, onde encontra vizinhos e parentes, onde há irmãos e irmãs indiferentes ou fraternos, necessitados ou abastados, crentes e ateus.
Os que participam de movimentos, pastorais e grupos continuam e continuarão participando. Permanecem engajados nas atividades específicas e alimentam-se daquela espiritualidade que atinge seu coração, mas não se sentirão bem se estiverem fechados à comunidade. Os que não participam, descobrem que há outros modos de ser Igreja. Algo novo aconteceu! Sentem que são Igreja e pertencem a uma comunidade (ainda chamada por nós nessa etapa de setor), onde vive e convive, onde encontra vizinhos e parentes, onde há irmãos e irmãs indiferentes ou fraternos, necessitados ou abastados, crentes e ateus.
Viver a fé na comunidade
Neste tempo em que a religião algumas vezes é tratada como um "supermercado" onde o cliente chega e escolhe os produtos que deseja e gosta, a ação evangelizadora da Igreja dirige-se às pessoas, às comunidades e à sociedade. Nestes três âmbitos dave fazer morada a mensagem da Boa Nova. Às vezes conseguimos atingir as pessoas e, parece que conseguimos evangelizar. É verdade. Mas descobrimos que as pessoas enfrentam grandes dificuldades na vivência da fé sem uma comunidade, afinal ninguém é cristão sozinho. Mas também a vivência da fé não é fácil em comunidade. Os desafios são muitos. Mas igualmente as alegrias e realizações. Lembro aqui o que escreve Jean Vanier, no seu livro Comunidade, lugar do perdão e da festa (Paulinas, São Paulo, 2006, 6ª edição):
Uma comunidade só é tal quando a maioria dos seus membros estiver fazendo a pasagem de "a comunidade para mim" ao "eu para a comunidade", quer dizer, quando o coração de cada membro estiver se abrindo para os demais, sem excluir ninguém.
E é justamente isto que acontece quando o fiel deixa de ser um católico vai à missa, vai à igreja quando precisa de um sacramento e qualquer outra coisa, para tornar-se um fiel que pensa e vive o ser Igreja. Ele não vai à Igreja; ele é Igreja. Vai ao templo, à reunião, ao momento de estudo ou celebração, etc., mas não somente porque precisa, mas porque sabe que poder oferecer. Sabe que ele é importante, que a Igreja é a comunhão dos fiéis, é comunidade, é família de Deus. Diz ainda Vanier:
"É a passagem do egoísmo para o amor, da morte para a ressurreição: é a páscoa, a passagem do Senhor, e também a passagem de uma terra de escravidão para a terra prometida: a da libertação interior.
A comunidade não é co-habitação, isto é, um quartel ou um hotel. Ela não é uma equipe de trabalho e, muito menos, um ninho de víboras. É o lugar noqual cada membro, ou melhor, o lugar em que a maioria (temos de ser realistas!) está saindo das trevas do egocentrismo para a luz do amor verdadeiro. Este não é sentimentalismo nem emoção passageira. É o reconhecimento de uma aliança, de uma pertença mútua; é escutar e se sentir tocado pelo outro, em profunda comunhão com ele; é ver a beleza dessa aliança e revelá-la ao outro; é compartilhar, sofrer com ele, chorar quando ele chora, alegrar-se quando ele se alegra".
É algo assim que vemos surgir, ainda como um broto, em nossa paróquia. E, como todo broto, é preciso cuidar. É preciso regar e dar as condições para crescer. E Deus fará tudo aquilo que não pudermos fazer. É Deus quem faz crescer.
Na Igreja sempre devemos somar e multiplicar, nunca subtrair nem dividir (no sentido de tirar e tomar do outro, querer só para si, esfacelar e destruir) .
Uma comunidade só é tal quando a maioria dos seus membros estiver fazendo a pasagem de "a comunidade para mim" ao "eu para a comunidade", quer dizer, quando o coração de cada membro estiver se abrindo para os demais, sem excluir ninguém.
E é justamente isto que acontece quando o fiel deixa de ser um católico vai à missa, vai à igreja quando precisa de um sacramento e qualquer outra coisa, para tornar-se um fiel que pensa e vive o ser Igreja. Ele não vai à Igreja; ele é Igreja. Vai ao templo, à reunião, ao momento de estudo ou celebração, etc., mas não somente porque precisa, mas porque sabe que poder oferecer. Sabe que ele é importante, que a Igreja é a comunhão dos fiéis, é comunidade, é família de Deus. Diz ainda Vanier:
"É a passagem do egoísmo para o amor, da morte para a ressurreição: é a páscoa, a passagem do Senhor, e também a passagem de uma terra de escravidão para a terra prometida: a da libertação interior.
A comunidade não é co-habitação, isto é, um quartel ou um hotel. Ela não é uma equipe de trabalho e, muito menos, um ninho de víboras. É o lugar noqual cada membro, ou melhor, o lugar em que a maioria (temos de ser realistas!) está saindo das trevas do egocentrismo para a luz do amor verdadeiro. Este não é sentimentalismo nem emoção passageira. É o reconhecimento de uma aliança, de uma pertença mútua; é escutar e se sentir tocado pelo outro, em profunda comunhão com ele; é ver a beleza dessa aliança e revelá-la ao outro; é compartilhar, sofrer com ele, chorar quando ele chora, alegrar-se quando ele se alegra".
É algo assim que vemos surgir, ainda como um broto, em nossa paróquia. E, como todo broto, é preciso cuidar. É preciso regar e dar as condições para crescer. E Deus fará tudo aquilo que não pudermos fazer. É Deus quem faz crescer.
Na Igreja sempre devemos somar e multiplicar, nunca subtrair nem dividir (no sentido de tirar e tomar do outro, querer só para si, esfacelar e destruir) .
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